segunda-feira, 30 de junho de 2008

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL




~* A expressão Revolução Industrial foi difundida a partir de 1845, por Engelf um dos fundadores do socialismo científico, para designar o conjunto de transformações técnicas e econômicas que caracterizam a substituição de energia física pela energia mecânica, da ferramenta pela máquina e da manufatura pela fábrica no processo de produção capitalista.

~* Entre os diversos fatores que se encontram na origem do processo de industrialização, três merecem destaque especial: A Revolução Comercial, a acumulação primitiva de capital e o aparecimento das máquinas .Outro fator importante foi o aparecimento das máquinas a vapor, do tear mecânico e das máquinas de fiar, que revolucionara, no séc. XVIII, as técnicas de produção industrial. A partir daí ocorreu o surgimento da industria fabril.

~* Primeiras invenções – A máquina de tear, a máquina a vapor, o barco a vapor, o telégrafo, a locomotiva. A Revolução Industrial acelerou o processo de migrações do campo para a cidade, o que intensificou o crescimento da população urbana e contribuiu para a formação de uma nova classe social, a operária. A jornada de trabalho nas primeiras décadas de industrialização tinha uma duração de 14 a 16 horas diárias. Os baixos salários, em conseqüência de abundância de mão-de-obra e da utilização das máquinas reduziram o preço da força de trabalho a níveis de mera substância. O desemprego levou a uma formação do "exército industrial de reserva".Na Inglaterra a miséria e o desemprego produzidos pela industrialização acabaram por desencadear um movimento espontâneo de destruição das máquinas pelos operários, que ficou conhecido como LUDISMO.

~* CONSEQUÊNCIAS
A partir da Revolução Industrial o volume de produção aumentou extraordinariamente: a produção de bens deixou de ser artesanal e passou a ser maquinofaturada; as populações passaram a ter acesso a bens industrializados e deslocaram-se para os centros urbanos em busca de trabalho. As
fábricas passaram a concentrar centenas de trabalhadores, que vendiam a sua força de trabalho em troca de um salário.Outra das consequências da Revolução Industrial foi o rápido crescimento econômico. Antes dela, o progresso econômico era sempre lento (levavam séculos para que a renda per capita aumentasse sensivelmente), e após, a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história. Por exemplo, entre 1500 e 1780 a população da Inglaterra aumentou de 3,5 milhões para 8,5, já entre 1780 e 1880 ela saltou para 36 milhões, devido à drástica redução da mortalidade infantil.

~* O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.

~* Movimentos Operarios - Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

~* Duas conseqüências se destacam: 1) diminuiu a oferta de trabalhadores na indústria doméstica rural, no momento em que ganhava impulso 0 mercado, tornando-se indispensável adotar nova forma de produção capaz de satisfazê-lo; 2) a proletarização abriu espaço para o investimento de capital na agricultura, do que resultaram a especialização da produção, o avanço técnico e o crescimento da produtividade.A população cresceu, o mercado consumidor também; e sobrou mão-de-obra para os centros industriais.

~* As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino.

~* As principais conseqüências são a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio técnico sobre o próprio trabalho.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Consequência do Processo de Industrialização

As principais são a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. Para maximizar o desempenho dos operários as fábricas subdividem a produção em várias operações e cada trabalhador executa uma única parte, sempre da mesma maneira (linha de montagem). Enquanto na manufatura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo, agora passa a fazer apenas parte dela, limitando seu domínio técnico sobre o próprio trabalho.

Fábricas

As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.



Duas conseqüências se destacam: 1) diminuiu a oferta de trabalhadores na indústria doméstica rural, no momento em que ganhava impulso 0 mercado, tornando-se indispensável adotar nova forma de produção capaz de satisfazê-lo; 2) a proletarização abriu espaço para o investimento de capital na agricultura, do que resultaram a especialização da produção, o avanço técnico e o crescimento da produtividade.
A população cresceu, o mercado consumidor também; e sobrou mão-de-obra para os centros industriais
.


Movimentos Operarios - Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

As conseqüências da Revolução Industrial

CONSEQUÊNCIAS
A partir da Revolução Industrial o volume de produção aumentou extraordinariamente: a produção de bens deixou de ser artesanal e passou a ser maquinofaturada; as populações passaram a ter acesso a bens industrializados e deslocaram-se para os centros urbanos em busca de trabalho. As fábricas passaram a concentrar centenas de trabalhadores, que vendiam a sua força de trabalho em troca de um salário.
Outra das consequências da Revolução Industrial foi o rápido
crescimento econômico. Antes dela, o progresso econômico era sempre lento (levavam séculos para que a renda per capita aumentasse sensivelmente), e após, a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história. Por exemplo, entre 1500 e 1780 a população da Inglaterra aumentou de 3,5 milhões para 8,5, já entre 1780 e 1880 ela saltou para 36 milhões, devido à drástica redução da mortalidade infantil.
A Revolução Industrial alterou completamente a maneira de viver das populações dos países que se
industrializaram. As cidades atraíram os camponeses e artesãos, e se tornaram cada vez maiores e mais importantes.
Na
Inglaterra, por volta de 1850, pela primeira vez em um grande país, havia mais pessoas vivendo em cidades do que no campo. Nas cidades, as pessoas mais pobres se aglomeravam em subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados hoje em dia. Mas representavam uma grande melhoria se comparadas as condições de vida dos camponeses, que viviam em choupanas de palha. Conviviam com a falta de água encanada, com os ratos, o esgoto formando riachos nas ruas esburacadas.
O trabalho do
operário era muito diferente do trabalho do camponês: tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Revolucao Industrial (2)

A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A visão mercantilista privilegiando o comércio externo em detrimento do comércio interno é contestada por Smith: a riqueza de uma nação nada mais era do que um conjunto de provisões e capacidades produtivas necessárias à satisfação das necessidades humanas. Os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho podem ser atribuídos aos seguintes fatores: a) maior destreza do trabalhador na realização de suas tarefas; b) redução dos tempos mortos; c) maior possibilidade de invenção de máquinas e mecanismos facilitadores do trabalho.
Indivíduos são direcionados a se especializarem em um único tipo de trabalho de forma a aumentar seu excedente e com isso obter cada vez mais dos produtos que sejam necessários. Através de recursos financeiros as pessoas poupam parte dos frutos do trabalho e os transformam em capital de forma a comprar o trabalho de outras pessoas. Logo, essas pessoas, agora capitalistas e movidas egoísticamente por interesses próprios, aceleram a divisão/mecanização do trabalho e ampliam seus lucros.
A dinâmica de acumulação de capital se caracteriza pelo fato de que quanto maior o volume de capital, maior a capacidade de divisão e mecanização do trabalho, gerando maiores lucros, maior capital e assim sucessivamente. A única limitação para a divisão do trabalho seria a dimensão do mercado. É interessante observar a questão salarial, onde
...o aumento dos salários tende a aumentar as forças produtivas do trabalho e fazer com que uma quantidade menor de mão-de-obra produza uma quantidade maior de produto. Haverá muitas mercadorias que podem ser produzidas por um número tão reduzido de trabalhadores, que o aumento do preço deles é mais do que compensado pela diminuição de sua quantidade.
A Mecanização a Vapor
A primeira revolução industrial se caracterizou pelo avanço da mecanização, ainda que a divisão de trabalho tenha um papel de suma importância. Significa dizer que não se trata de dividir o trabalho até a mecanização, mas sim de substituir métodos artesanais por mecanizados, concomitantemente ao desenvolvimento dos mesmos: a divisão do trabalho passa a ser determinada pela própria mecanização. Com a mecanização a vapor, os empresários intensificavam seus ganhos de produtividade em relação a produção artesanal, que era possível negligenciar a organização do trabalho.
O avanço da mecanização se baseia no avanço tecnológico - mecânica e materiais - e nas possibilidades econômicas de sua realização, que decorrem dos avanços científicos e da dinâmica competitiva entre empresas. Na primeira revolução industrial os avanços, em sua maioria, originaram-se de descobertas e melhoramentos empíricos desenvolvidos por mecânicos, muitos deles empresários, com o objetivo de solucionar problemas específicos, além de buscar vantagens competitivas exclusivas:
... a evolução da tecnologia ocorre interativamente com a dinâmica competitiva das empresas, determinando a evolução da mecanização e da própria economia.
Ampliar a vantagem competitiva na primeira revolução industrial significava ampliar a produtividade dos recursos empregados. Mas com salários baixos não havia possibilidade de inovações de produto em termos de consumo popular e, por outro lado, as escalas mínimas da mecânica não facilitavam muito as coisas. Em face do exposto, ampliar a competitividade significava elevar a produtividade da energia, do trabalho e do capital de forma a reduzir o custo de produção. Assim sendo, a busca de ganhos de produtividade gera sistemas produtivos cada vez mais especializados, maiores e mais onerosos.
Em termos schumpeterianos, a busca do lucro gerava um tamanho de fábrica cada vez maior e como o crescimento de escalas indivisíveis estava interligado ao desenvolvimento de equipamentos maiores e mais delicados, os novos tamanhos mínimos eram também mais estanques. Logo, com o avanço da mecanização, a busca por ganhos de produtividade nas empresas torna-se um processo discreto, associado à realização de grandes e crescentes blocos de investimentos, inviabilizando expressivos ganhos de produtividade via ampliação ou transformação gradativa das capacidades existentes.
Enquanto a industria têxtil e a metalurgia caminham nesse sentido, outras industrias pararam no tempo, se expandindo apenas em função da demanda. Com a escassez e o encarecimento da mão-de-obra, essas industrias, e a própria agricultura, são levadas a ampliar a produtividade via mecanização crescente. Caso isso não ocorra, a dinâmica do crescimento levará a crescentes importações.
Com a natural elevação da competitividade internacional - oriunda da necessidade de fábricas com capacidades produtivas superiores à demanda local -, e objetivando a maximização do lucro, o empresário passa a exportar como forma de minimizar possível capacidade ociosa. Cabe salientar que toda essa dinâmica de desenvolvimento se esgotou por volta de 1850 decorrente da ocupação plena do potencial de consumo do sistema, criando o cenário para a segunda revolução industrial, que engendrará um novo ciclo de desenvolvimento econômico.

Revolução industrial

Revolução Industrial
Século XVIII

A expressão Revolução Industrial foi difundida a partir de 1845, por Engelf um dos fundadores do socialismo científico, para designar o conjunto de transformações técnicas e econômicas que caracterizam a substituição de energia física pela energia mecânica, da ferramenta pela máquina e da manufatura pela fábrica no processo de produção capitalista.
Causas gerais da Revolução Industrial
Entre os diversos fatores que se encontram na origem do processo de industrialização, três merecem destaque especial: A Revolução Comercial, a acumulação primitiva de capital e o aparecimento das máquinas.Outro fator importante da Revolução Industrial foi o aparecimento das máquinas a vapor, do tear mecânico e das máquinas de fiar, que revolucionara, no séc. XVIII, as técnicas de produção industrial. A partir daí ocorreu o surgimento da industria fabril.
Pionerismo da Inglaterra
Os capitais acumulados na Revolução Comercial: a Inglaterra foi o país que mais lucrou e mais riquezas acumulou durante a Revolução Comercial. (Tratado de Metuen)
A supremacia naval inglesa
A ascenção da Inglaterra (declínio do poderio holandês) à posição de "rainha dos mares", conferiu-lhe domínio do comércio mundial permitindo-lhe organizar um imenso império colonial.
A disponibilidade de mão-de-obra
Nos sécs. XVI e XVII os nobres ingleses, apoiados pelo absolutismo expulsaram os camponeses de suas terras comunais e se apossaram delas, transformando-as em pastagens para criação de ovelhas. Esse processo ficou conhecido como "cercamento" provocando uma grande migração de mão-de-obra do campo para a cidade.
Instauração da monarquia parlamentar
Revolução gloriosa de 1688 e de 1689 estabeleceram à Inglaterra a supremacia do parlamento sobre a monarquia.
O Triunfo da ideologia liberal
A revolução intelectual dos sécs. XVI e XVII assinalou a vitória do liberalismo na Inglaterra.
Primeira Revolução Industrial
Primeiras invenções – A máquina de tear, a máquina a vapor, o barco a vapor, o telégrafo, a locomotiva.
A Revolução Industrial acelerou o processo de migrações do campo para a cidade, o que intensificou o crescimento da população urbana e contribuiu para a formação de uma nova classe social, a operária. A jornada de trabalho nas primeiras décadas de industrialização tinha uma duração de 14 a 16 horas diárias. Os baixos salários, em conseqüência de abundância de mão-de-obra e da utilização das máquinas reduziram o preço da força de trabalho a níveis de mera substância. O desemprego levou a uma formação do "exército industrial de reserva".Na Inglaterra a miséria e o desemprego produzidos pela industrialização acabaram por desencadear um movimento espontâneo de destruição das máquinas pelos operários, que ficou conhecido como LUDISMO.